Vamos ler mais um pouco sobre o Rio de Janeiro na época em que D. João desembarcou aqui.
Naquele tempo, muitos viajantes falavam das vantagens de se contemplar o Rio de Janeiro à distância…
De fato, observada do mar, enquanto os navios se aproximavam do porto, era uam cidadizinha tranqüila, perfeitamente integrada ao esplendor da natureza.
Só que quando se chegava perto… os problemas eram muitos: a umidade, a sujeira e a falta de bons hábitos dos moradores. “Vistas de fora, as casas têm aparência de limpeza que observamos nas residências dos melhores vilarejos da Inglaterra”- relatou em 1803, o oficial da Marinha Britânica, James Tuckey – “A boa impressão, contudo, desvanece à medida que nos aproximamos. Logo que se metem os pés para dentro, constata-se que a limpeza não passa de um efeito de cal … Habitam ali a sujeira e a preguiça. “
“A limpeza da cidade estava confiada aos urubus! “- escreveu o historiador Oliveira Lima. O viajante Alexander Caldcleugh, que esteve no Brasil entre 1819 e 1821, ficou muito impressionado com o número de ratos que infestavam a cidade e seus arredores. “Muitas das casas estão repletas deles, que é comum , durante um jantar, vê-los passeando pela sala. “- relata.
Devido à pouca profundidade do lenço freático ( água subterrânea de onde se retira a água para beber) era proibido contruir as fossas sanitárias. A urina e as fezes dos moradores eram recolhidas a noite, transportadas pelos escravos em grandes tonéis e jogadas no mar. Parte deste esgoto, que estavam nos tonéis, escorria e marcava a pele dos escravos, deixando litras brancas. Por isso, eles eram chamados de tigres.
Texto retirado do Livro – 1808 – juvenil ( Gomes, Laurentino) e adaptado para fins pedagógicos.
Arquivado como:ciências, educação, leitura, sala de leitura , corte d. joão vi, higiene, história, projeto, rio de janeiro














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